Começo por declarar aos costumes
que qualquer que seja a Direcção do Sporting será a minha Direcção. Não comungo
daqueles, que sem soluções credíveis, ocupam espaços intermináveis em papéis
brancos, plasmando a sua indiscutível paixão sportinguista na crítica estéril e
num cansativo apregoar de verdades aparentemente populares, mas dificilmente
concretizáveis.
Em dia de luto sportinguista,
onde pululam opiniões dos mais diversos sectores, procurando encontrar os alvos
de um negro episódio – mais um – da nossa história, dilacerados por um
sofrimento comum e acompanhados de um gáudio inacreditável do clube da segunda
circular (sim porque na segunda circular só há um, nós somos de Portugal), qual
população frustrada por milhões e milhões deitados á rua (leia-se SLB),
prefiro, à laia de remédio para uma azia que me devora as entranhas, iniciar um
ciclo de reflexões que mais não são do que isso mesmo …reflexões…
E a primeira delas dirige-se a
uma das maiores corporações do país – a comunicação social. Como em todas as
profissões é indiscutível que há bons e maus jornalistas, bons e maus órgãos de
comunicação social, bons e maus cronistas, bons e maus locutores. Haverá,
igualmente, aqueles que terão a sua cor clubística… ou não – e era só o que
faltava que não o pudessem ter!
O que me parece indiscutível é
que existe, em termos genéricos, uma clara tendência… a de partir de uma
premissa nunca provada – a de que o SLB tem mais adeptos e mais do que isso, a
de que esses adeptos são os que mais lêem jornais desportivos (premissa esta,
então, que jamais será comprovada).
Dito isto, verdade insofismável e
indiscutível – basta olhar para as bancas e ver as primeiras páginas dos dois
maiores jornais desportivos, quase sempre manchados de vermelho – haverá dois
caminhos a seguir – deixar de contribuir para a sua subsistência, apelando para
se tornarem, de forma clara, 2º e 3º jornais de um só clube – o que me parece
extremamente exagerado e até injusto para muitos dos que lá escrevem; ou, ao
invés, combater (e palavra é esta mesmo) essa tendência, através da criação no
Sporting de um forte Gabinete de Comunicação que sirva para atingir dois
objectivos fundamentais – dar ao clube uma só voz (e não várias vozes, como
assistimos há muitas décadas) e contrariar a imprensa de menor qualidade que
perpassa alguns sectores desses jornais, denunciado as falsidades (quando
existirem), «destruindo» as tentativas de perturbação do quotidiano do
Sporting, respondendo atempada às provocações, mentiras e desestabilizações.
Tal Gabinete não seria muito
difícil de constituir…por excelentes jornalistas desses mesmos meios de
comunicação, de entre os quais encontramos notáveis sportinguistas,
conhecedores próximos dos meandros do seu funcionamento.
Só assim, meus caros, poderemos
pôr cobro, ou pelo menos tentar fazê-lo, a uma clara «má imprensa» que o
Sporting tem, mudando por dentro e não por fora. Só assim, meus caros,
poderemos voltar um dia a ter prazer em comprar tais jornais… só assim, meus
caros, poderemos ter um Sporting mais forte e mais respeitado!