sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que vai fazer a PJ a respeito disto?

É interessante a noticia extraída do record online de hoje a respeito da coação de adeptos a arbitros e que se transcreve a seguir:

"O presidente demissionário da Liga Portuguesa de Futebol, Hermínio Loureiro, reuniu-se com o diretor nacional da Polícia Judiciária para denunciar as ameaças e coação que quatro árbitros sofreram durante os últimos oito meses.

Hoje foi divulgado que a PJ constituiu arguidos nove jovens adeptos de "um clube de Lisboa", da primeira liga, suspeitos de injúrias, coação e ameaças em relação a quatro árbitros de futebol profissional, durante os últimos oito meses. Segundo fonte ligada ao processo disse à agência Lusa, os suspeitos "seriam adeptos do Benfica".

Fonte da Liga adiantou à Lusa que foi registado "com satisfação que uma reunião pedida por Hermínio Loureiro ao diretor nacional da PJ sobre a matéria está a dar resultados", adiantando que a Liga deu todo o apoio à participação feita pelos árbitros.

"Hermínio Loureiro sempre expressou tolerância zero à violência no futebol", frisou a fonte.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que os arguidos "antes dos jogos do clube em causa coagiam e fazia ameaças à integridade física e de morte aos árbitros nomeados e aos seus familiares".

A mesma fonte adiantou que, por agora, "não há indícios que levem a polícia a considerar que se tratam de elementos claques organizadas, com instruções do próprio clube".

"Não temos elementos que provem o envolvimento do clube. Porém, as investigações continuam para apurar as relações entre os nove arguidos e a eventual ligação com o clube de Lisboa", disse a fonte policial.

As ameaças eram feitas por telemóvel, nomeadamente por sms tendo hoje a PJ realizado nove buscas domiciliárias, em Paredes, Rio Tinto, Tondela, Nordeste, Lisboa e Ponta Delegada.

Nas buscas foram apreendidos onze telemóveis, três computadores, vários suportes físicos com registo de dados informáticos e documentos.

Os arguidos foram sujeitos a Termo de Identidade e Residência, a mais ligeira medida de coação."

In Record online, 2010.05.21

E agora? Que seguimento vão estes factos ter? Ou será o seguimento do costume?

Aproveito para expressar o meu espanto perante a publicação desta noticia pelos jornais. Normalmente qualquer coisa negativa que envolva o Benfica é censurada na fonte (vidé as investigações do ministerio publico relativamente aos 65 milhões da EPUL).

2 comentários:

ana disse...

Se depender da morgado, nada! não vai fazer nada!

O Anti Lampião disse...

http://oantilampiao.blogspot.com/2010/05/negociatas-corruptas.html

Negociatas corruptas
Tudo o que envolve a agremiação corrupta apresenta o rasto de ilegalidade.

"A Polícia Federal abriu inquérito contra o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, e seu irmão Alvimar de Oliveira Costa, antigo mandatário do clube, para apurar uma acusação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na venda do zagueiro Luisão para o Benfica, em agosto de 2003.
No inquérito, a Polícia Federal explica que o zagueiro da seleção brasileira foi negociado por US$ 2,5 milhões para o Central Espanhol Futebol Clube (Uruguai), time que seria utilizado como ''laranja'' pelo empresário Juan Figger.

Em seguida, segundo sustenta a PF, o clube uruguaio teria negociado Luisão com o Benfica por cerca de US$ 1 milhão a menos. Assim, os dirigentes mineiros teriam ocultado recursos não declarados ao fisco.

Também está sob investigação a venda do volante Ramires, que teria supostamente passado pelo mesmo ciclo Cruzeiro/Central Espanhol/Benfica.

Zezé Perrella, no entanto, se apressou em negar as acusações. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, o dirigente garante que o Cruzeiro realmente vendeu 100% dos direitos esportivos de Luisão a Juan Figger por US$ 2,5 milhões, através do Central Espanhol. Em seguida, o clube uruguaio teria negociado 50% dos direitos do jogador ao Benfica, por US$ 1,597 milhão, "em uma transação rotineira e comum no futebol".

Sobre a venda de Ramires, o dirigente explica que ela foi realizada diretamente com o clube português. E conclui que "a presidência garante que está tranquila com relação aos absurdos dos fatos noticiados, sem que exista nada a temer, assim como lamenta que as autoridades policiais não tenham tido o cuidado de nos ouvir, o que levaria todos esses fatos a serem esclarecidos".