sexta-feira, 30 de maio de 2008

63% a favor da redução da participação na SAD

Passadas 48 horas da AG, e agora mais a frio, venho finalmente dizer o que penso daquela reunião.

Claro que fiquei surpreendido e triste pelo resultado. Pelo decorrer da assembleia fiquei optimista. As dúvidas levantadas e até a apresentação do presidente poderia, no meu entender, levar a um desfecho diferente.

Sendo assim, principais conclusões:

1.
A confusão sobre os números continua. Valores das empresas individuais ou valores do grupo? Auditados ou não?
2.
Os resultados afinal não foram positivos em nenhum dos 5 anos que passaram (apesar das vendas de património e de jogadores como Hugo Viana, Quaresma, Ronaldo e Nani);
3.
Continuo sem entender o que motiva as passagens dos activos para a SAD. As desvantagens são claras (valorizações vão favorecer accionistas);
4.
As promessas eleitorais não foram cumpridas;
5.
Segundo a legislação actual (espero que se mantenha) o SCP manterá o direito de veto sobre decisões estratégicas, quando daqui a 5 anos não tiver a maioria no capital da SAD;
6.
O que leva a supor que o controlo operacional da SAD seja transferido para os maiores accionistas;
7.
O presidente não respeitou os sócios que não concordaram com ele. Ignorou completamente muitas questões levantadas. Se é que as ouviu...
8.
Aumentou a minha admiração pela sócia Isabel Trigo Mira, a quem sempre associo uma muito forte relação com os sócios e núcleos. Uma intervenção verdadeiramente leonina;
9.
Por outro lado, assistiu-se há habitual falta de respeito de alguns sócios. Alguns quando usaram da palavra e o outros que reagiam da plateia;
10.
Alguns sócios continuam a aproveitar as Assembleias Gerais para matar a sua sede de protagonismo, com intervenções completamente desnecessárias e demasiado “floreadas”;
11.
Apesar de algumas decisões polémicas, o presidente da AG não esteve mal. Muito complicada a sua função. Deviam ser criadas regras para regulamentar as intervenções dos sócios;
12.
Por fim, e relativamente ao resultado da votação, ficou evidente que em termos de sócios a favor e contra, a coisa esteve mais ou menos empatada. O que levou aquele desfecho foi o facto dos sócios mais antigos, e com mais votos, serem mais a favor da proposta. O que para mim é espantoso. De certa forma, os sócios com mais antiguidade são os que querem dar mais poder aos accionistas.

Espero sinceramente que os que discordam da minha posição não estejam redondamente enganados, porque se estiverem o futuro do SCP será bem diferente... para pior.

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